Por Tânia Santos, Happiness Manager na Decode

 

Sim, sem dúvida.

Happiness Managers precisam-se!

Já deu para perceber que há algo na gestão de pessoas que não está a correr bem e a estratégia deve de ser o mais rapidamente alterada caso as empresas queiram prosperar.

A gestão focada nos resultados, que tem sido a regra e não a exceção até agora, não está claramente a resultar e isso pode ser verificado, por um lado, pelos elevados números de colaboradores que se sentem desmotivados, infelizes, ansiosos e stressados, bem como pelas elevadas taxas de absentismo e turnover e o decréscimo dos níveis de produtividade, que afetam diariamente os resultados das empresas, custando no fim do ano milhões às mesmas.

A felicidade no trabalho e o salário emocional aparecem hoje em dia como uma luz ao fundo do túnel e uma promissora estratégia alternativa para ajudar na resolução desses mesmos desafios.

No entanto, será que vale mesmo a pena contratar um Happiness Manager para gerir a felicidade e bem-estar dos colaboradores? Ou essa função pode ser assumida por outras pessoas que acumulam outras funções e responsabilidades?

 

Cada macaco no seu galho!

Temos tendência a pensar que conseguimos fazer tudo sozinhos ou com o menor número possível de colaboradores, e por isso vamos delegando cada vez mais funções e responsabilidades às mesmas pessoas, levando-as ao extremo de cansaço, stress e claro, obtenção de resultados que podiam ser muito melhores.

Pedir a alguém que para além das suas tarefas atuais, ainda se foque nas reais necessidades dos colaboradores e arranje tempo, criatividade e as skills necessárias para delinear um plano de ação que vá melhorar o bem-estar de todos é desumano e a receita perfeita para o fracasso.

Para que o Happiness Manager possa ter um impacto realmente positivo, existe, entre outros fatores, muito trabalho de bastidores que não é facilmente visível aos olhares mais desatentos.

A pessoa que ocupa este cargo, acaba por ter um papel muito transversal na empresa, servindo como um elo de ligação entre os vários departamentos e todos os colaboradores. Por outro lado, como o seu foco está exclusivamente virado para a gestão das pessoas e das suas reais necessidades no seu local de trabalho e para com a sua vida profissional, acaba por ser um elemento neutro, o que lhe permite perceber o que realmente se passa dentro da empresa e agir de forma mais eficaz e rápida.

 

Isto tem tudo para correr bem.

As vantagens são muitas e têm vindo a ser notórias nas empresas que já adotaram uma estratégia de gestão dedicada às pessoas.

Já se conseguiu perceber que quando se aposta na promoção do bem-estar dos colaboradores e na criação de locais de trabalho que proporcionam um espaço para progressão de carreira e desenvolvimento pessoal, bem como um ambiente com uma comunicação eficaz, transparente, com confiança e espaço para aprender sem medos de falhar e sermos nós mesmos; atinge-se melhores níveis de trabalho de equipa, criatividade, motivação, proatividade, resolução de conflitos, qualidade e quantidade de resultados.

A nível das empresas, é fácil perceber que isto irá conduzir a menores taxas de absentismo e turnover, aumento da captação e retenção de novos talentos, melhores resultados, mais lucro e claro, um maior crescimento.

 

Se depois disto tudo, continuarem na dúvida, porque não colocam em prática e experimentam criar já este cargo na vossa empresa?

Afinal de contas, o cargo de Happiness Manager surge com o despertar de uma evolução da consciência social que começa a perceber finalmente que todos nós temos um objetivo em comum: sermos felizes!